sábado, 14 de novembro de 2015

    
 NR04 - ESTATÍSTICAS

Exemplo:  

uma fábrica com um efetivo de 500 funcionários, que trabalha no regime de 44 horas semanais. Num determinado mês, foram trabalhadas 200 horas extras, foram registrados 7 acidentes de trabalho, sendo 5 sem afastamento e 2 com afastamento. Desses dois, um funcionário ficou 7 dias afastado e o outro 10 dias. Houve ainda, o retorno ao trabalho de um terceiro trabalhador que se acidentou no mês anterior e que retornou ao trabalho 8 dias após o início do mês vigente considerado.
Nenhum dos acidentados mencionados nesse exemplo sofreu lesão incapacitante permanente (amputação, perda de visão ou qualquer outro tipo de restrição definitiva). Assim sendo, não será necessário incluir dias debitados previstos no Quadro 1 da NBR 14.280.
Definida a situação dessa empresa fictícia, vamos aos cálculos:
    1 - Total de homem-hora de exposição ao risco (HHER): essa informação pode vir do setor de recursos humanos, através dos controles utilizados para apurar as horas trabalhadas pelos funcionários durante o período considerado. Para esse exemplo, tomaremos esse valor como sendo o número de funcionários (500) multiplicado pelo número de horas trabalhadas no mês (44 horas semanais x 4 semanas) acrescido das 200 horas extras que foram registradas. Ou seja,


2 -    Taxa de Frequência de Acidentes sem Afastamento (TFSA): conforme a fórmula da NBR 14.280,
     3 - Taxa de Frequência de Acidentes com Afastamento (TFCA): conforme a fórmula da NBR 14.280,
    4 - Número de Dias Computados (NDC): esse valor é obtido somando os dias perdidos com afastamentos dos acidentes ocorridos no mês (nesse caso 7 e 10 dias, de acordo com o cenário proposto), os dias transportados (aqueles 8 dias do funcionário que havia se acidentado no mês anterior) e, quando houver, os dias debitados (provenientes do Quadro 1, que não será necessário nesse caso). Ou seja,
NDC = (7+10) + 8 = 25 dias
    5 -  Taxa de Gravidade (TG): conforme a fórmula da NBR 14.280,

TG=  (25) / (88.200)  X 1.000.000= 283,45
Dessa forma, obtemos os três indicadores mais utilizados na gestão de Saúde e Segurança do Trabalho. Vale ressaltar, que não há a necessidade de se fazer esse cálculo manualmente, como foi exemplificado, todo mês. Para isso, existem planilhas eletrônicas, bastante simples que fazem esse trabalho para a gente, bastando informar os dados necessários para os cálculos. 
Após calcular  as taxas, iremos fazer a comparação com as metas estabelecidas  no planejamento.  Realizaremos também, uma criteriosa análise crítica dos fatores que influenciaram no atingimento ou não das metas. Então saberemos se o desempenho da empresa está de acordo com o planejado ou se será necessário fazer ajustes.

Fonte:  http://www.totalqualidade.com.br/2013/02/exemplo-calculo-taxa-gravidade.html

Vídeo:  https://www.youtube.com/watch?v=nG70hz8R-9Y 

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