Este post é uma tradução de artigo publicado na OHS on line em que o autor analisa e compara equipamentos para o trabalho em altura identificando as principais disfuncionalidades e riscos no uso de escadas e andaimes. Para o autor, os elevadores móveis ou de tesoura, devem se tornar os equipamentos preferenciais para economizar tempo, aumentar a produtividade e minimizar os riscos mais comuns de acidentes no trabalho em altura. A longo prazo os custos desses equipamentos serão pagos pela eficiência, segurança e produtividade.
(Tradução e Contextualização: Prof. Samuel Gueiros)
(Tradução e Contextualização: Prof. Samuel Gueiros)

NAO SACRIFIQUE SEGURANÇA POR PRODUTIVIDADE
As pessoas geralmente são tentadas a se acomodar com ferramentas e riscos causadores de lesões corporais apenas para salvar tempo e energia.
Essa tentação se aplica a praticamente toda as ferramentas e equipamentos, inclusive aquelas desenhadas para trabalho em altura.
Durante séculos, escadas e andaimes tem sido as soluções mais comuns para o trabalho em altura, como por exemplo, para ajudar Michelangelo pintar a Capela Sistina embora atualmente suas características tiveram que atender as robustas expectativas de segurança do mundo moderno.
O risco de quedas do trabalho em altura é um fato bem estabelecido. De acordo com um índice Mundial de Segurança no Trabalho, esses tipos de acidentes estão ranqueados como a quarta causa de lesões nos ambientes do trabalho e levaram a custos diretos para quase 5 bilhões de dólares em 2011.
É aqui que entram os pequenos elevadores para acessos de baixo nível. Esses dispositivos possuem inúmeras características para elevar o nível de segurança em ambientes de trabalho e prova que as opções mais tradicionais não se comparam a ela.

Escadas podem ser classificadas de acordo com suas aplicações. A Tipo I Doméstica, Tipo II Comercial, Tipo I Industrial pesada e Tipo IA industrial as quais podem suportar até 136 quilos. Se a carga de trabalho exceder - (por exemplo, se um trabalhador decidir usar uma escada doméstica enquanto instala equipamentos pesados) - a escada pode quebrar sob a combinação do peso do trabalhador, ferramentas e materiais, e assim causar um acidente grave.

Em relação a escadas, a seleção do peso correto também é crítico. Se a escada é muito curta, ela pode tentar o trabalhador a ignorar precauções de segurança levando-o a ficar no topo ou se esticar além dos trilhos, o que poderá ocasionar uma queda. Uma escada muito alta pode levar a uma montagem incorreta sobre a parede e fazê-la deslizar embaixo do trabalhador visto que pode não haver suficiente atrito para mantê-la no lugar.

Entretanto, digamos que você selecionou o tipo certo de escada para o trabalho. Vem o desafio de colocá-la de forma apropriada. Recomenda-se que a escada esteja a 1/4 de distância da área de trabalho em relação à parede. Por exemplo, se você sabe que altura da parede é cerca de 12 metros, a base da escada deve estar 3 metros afastada. Recomenda-se que para acessar uma superfície elevada, o topo da escada deve estar 1 metro acima.
Além disso, existem institutos de parâmetros recomendando que escadas devem ser instaladas a um ângulo de 75 graus. Ou seja, acaba ficando impraticável fazer medidas de acordo com essas recomendações nos ambientes de trabalho comuns, mas não observá-las pode levar a uma configuração imprópria, reduzir de forma significativa a estabilidade da escada e assim incrementar o risco de quedas.


Se você está trabalhando em uma escada, tornar-se produtivo pode se transformar em um verdadeiro exercício de malabarismo. Quando grandes projetos como os da área de eletricidade em novas edificações requerem a movimentação da escada assim que o trabalho progride, o trabalhador precisa escalar abaixo, desmontar a escada, carregá-la alguns metros acima, montar de forma correta outra vez, e escalar de novo para recomeçar o trabalho.
Esse constante esforço para movimentar, escalar e ficar nos degraus, pode facilmente fatigar o trabalhador o que também aumenta o risco de quedas.

Ainda em relação a escadas, um operador pode também exceder os limites ou fazer "andar" a escada para evitar movê-la ou para economizar esforço ou tempo. Essas irregularidades mudam o centro de gravidade podendo causar o tombamento.
Fazer a escada andar é outro movimento perigoso. Isto ocorre quando o usuário tenta alternar o peso de um lado para outro nos degraus para fazer a escada "andar" pra frente. O resultado é que a escada pode se inclinar para o seu próprio lado e acabe se desmontando.

Carga lateral também pode se tornar uma preocupação de segurança. Quando um usuário em uma escada faz um trabalho que exerce força contra a parede, como por exemplo, perfuração ou serragem, a escada pode se inclinar devido a ausência de contrabalanceamento. Adicionalmente, se o trabalhador tenta empurrar ferramentas pesadas ou materiais para a área lateral da escada, ele pode acabar puxando a si mesmo para baixo.



Enquanto andaimes podem oferecer um espaço de plataforma maior do que as escadas, eles podem ser da mesma forma bem perigosos.
Segundo o Ministério do Trabalho nos Estados Unidos, perto de 65% de trabalhadores na indústria da construção utilizam andaimes, que disponibilizam alturas de trabalho variáveis e grandes plataformas elevadas, onde as escadas não conseguem.
Mesmo assim, eles criam alguns dos mesmos desafios de segurança. Por exemplo, a segurança dos andaimes começa na configuração. Seções precisam ser corretamente montadas para disponibilizar uma estrutura estável de trabalho. Se um andaime for impropriamente construído, ele pode sofrer um colapso sob o peso os trabalhadores, ferramentas e materiais.

Uma vez montado o andaime, você precisa ainda manter três pontos de contato enquanto se movimentar acima. Isto pode fazer com que o arrasto de ferramentas e materiais se torne uma tarefa perigosa. E ainda, o usuário precisa cumprir o desafio de escalar de forma segura pra dentro e pra fora do deck. Assim como na escada, a necessidade de uma escalação adicional pode aumentar a fadiga do usuário, aumentando o risco de mais deslizamentos e quedas.

Com os andaimes, o perigo não acaba assim que o trabalhador estiver no deck. Geralmente não há nada que previna o usuário de dar um passo em falso nas laterais da plataforma.

Em relação a andaimes, exatamente como quando utilizam escadas, operadores são tentados a sacrificar segurança por produtividade. Quando o andaime necessita de ser movido, o trabalhador precisa remover o deck, e em alguns casos, desmontar e remontar o andaime no novo local. Quando o andaime tem rodízios o usuário pode tentar "surfar" um andaime inseguro até a nova locação, colocando objetos, como tubos e outros equipamentos, ao redor da área de trabalho. Isso retira o foco do trabalhador por onde o andaime está andando e se as rodas encontram um objeto ou uma superfície desnivelada, como uma rampa, o andaime pode tombar.


Recomenda-se que uma avaliação completa de um ambiente de trabalho deve ser desenvolvida antes que a obra comece. Devem ser considerados fatores, tipo, como as pessoas irão acessar a obra, sua abrangência e tamanho e o ambiente de trabalho de uma forma geral.
Somente após essa avaliação ser concluída é que os trabalhadores e gerentes de projeto irão selecionar as ferramentas adequadas e equipamentos para o trabalho.
Quando elevadores forem parte desse ferramental, lembre-se que é necessário uma inspeção diária e antes de cada utilização. É importante ter um profissional em elevadores para realizar uma inspeção anual. Essa inspeção vai manter os usuários seguros em caso de serem identificados quaisquer problemas mecânicos que podem aparecer durante a utilização do equipamento.
Utilizando elevadores móveis mais do que escadas e andaimes, os trabalhadores e gerentes de projetos podem continuar somando ganhos em segurança e produtividade. E podem se tornar confiantes em saber que é mais importante a competência de um trabalho de mestre do que tão somente o projeto final. Isto significa o tempo e as pessoas que foram poupadas para a finalização do trabalho.
Autor:
Justin Kissinger

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